O despertar da modernidade é apontado por Tocqueville[1] como a “afirmação do indivíduo enquanto princípio e ao mesmo tempo enquanto valor”, o que ele pioneiramente denominou individualismo moderno[2]. Enquanto valor, no sentido de que os homens têm valor igual. Enquanto princípio, remonta à lógica da liberdade, que define a noção de autonomia, pela qual o homem é “autor” de suas normas e leis, opondo-se ao princípio de heteronomia em que a regulamentação dos atos do indivíduo vem da exterioridade.
[1] Tocqueville, A., A Democracia na América. Os Pensadores. 1a Edição, Abril Cultural, São Paulo, 1973.
[2] Renaut, Alain. O individuo: Reflexão acerca da filosofia do sujeito, tradução Elena Gaidano – Rio de Janeiro. Editora Difel, 1998. p. 25. – (Coleção Enfoques. Filosofia).
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário